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Promotoria investiga den�ncias contra vereadora do Prona em SP

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São Paulo ? A vereadora e deputada estadual eleita Havanir Nimtz, do Prona (Partido da Reedificação da Ordem Nacional), será investigada pela Câmara Municipal e pela Procuradoria Regional Eleitoral na suposta cobrança por vagas para concorrer à Assembléia Legislativa de São Paulo. Ontem, dois dias depois das denúncias do telejornal ?SPTV?, da Rede Globo, o presidente da Câmara, o petista José Eduardo Cardozo, que também deixará a Casa para ser deputado federal, decidiu instaurar uma sindicância, que poderá culminar na abertura de uma comissão processante por decoro parlamentar. A sindicância pode indicar a cassação da vereadora. ?Nós decidimos apurar os fatos e abrir uma sindicância para ver se realmente houve falta ética. Se ficar comprovado, a Câmara deve abrir processo? afirmou o petista. O prazo para a apuração do caso é curto. Havanir tem apenas pouco mais de um mês e meio de mandato. No entanto a Câmara poderá repassar as conclusões à Assembléia, onde a dermatologista vai assumir seu novo cargo. A Procuradoria Regional Eleitoral solicitou as duas fitas à Rede Globo que contém gravações em que a vereadora paulista pede R$ 5.000 ao empresário de Santos, José Roberto Leite. A Folha Online apurou que a procuradoria vê indícios de irregularidades e ?imoralidade? no caso. Na noite de quarta-feira, surgiu outra denúncia contra Havanir, do presidente da Associação dos Motoboys, Ernane Pastore, similar à anterior, em que inclusive teria sido cobrado o mesmo valor pela candidatura. Dízimo A vereadora Havanir Nimtz contrariou a sua posição e a ordem do presidente nacional do seu partido, Enéas Carneiro, e se pronunciou no início da manhã de ontem sobre a suposta venda de vagas para concorrer à Assembléia Legislativa de São Paulo. Em entrevista à rádio CBN, a médica dermatologista repetiu o discurso de Enéas e alegou que o dinheiro cobrado do empresário de Santos Jorge Roberto Leite referia-se à compra de cartilhas do partido. Havanir comparou a quantia paga pelas cartilhas do Prona a um ?dízimo que a pessoa dá?. Quarta-feira, Enéas afirmou que o dinheiro dos exemplares vai para a conta de uma firma de sua propriedade e que ele ?repassa? parte desse dinheiro ao partido ?quando e quanto for necessário?. Por fim, a vereadora, a exemplo do que Enéas havia feito, alegou ser vítima de ameaças de morte, que seriam parte de um esquema que visa derrubar o Prona para ocupar as vagas do partido na Assembléia.

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