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Residenciais s�o risco para desabrigados

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O sistema de esgoto não funciona, a drenagem é deficiente e o lixo toma conta das ruas. Fezes, dejetos e água de chuva misturam-se pelas calçadas e formam um líquido escuro que escorre e degrada o meio ambiente. As ruas estão esburacadas e residências têm o piso rachado. Caso chova forte novamente, uma nova inundação como a que ocorreu no último dia 4 é dada como certa. É ?gravíssima? a situação dos seis conjuntos residenciais construídos em Rio Largo com recursos do governo federal, pelo Programa Minha Casa Minha Vida, para os desabrigados das enchentes de junho de 2010. O problema foi constatado em vistoria feita pelo Ministério Público (MP) Estadual. Em reunião presidida pelo procurador-geral de Justiça, Sérgio Jucá, na última quinta-feira, o MP notificou as cinco construtoras responsáveis, além da Caixa Econômica Federal e da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal), e deu cinco dias para que apresentem uma proposta para solucionar todos os problemas. O Instituto do Meio Ambiente (IMA), a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra), a Vice-Governadoria e a Prefeitura de Rio Largo também foram notificados. O MPE deve fazer audiência para tentar firmar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com todas as empresas responsáveis pelas obras. Caso não cumpram o termo firmado, as construtoras e todos os envolvidos vão ter que ressarcir os cofres públicos.

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