Política
Policiais militares podem se aquartelar
Desde a última quarta-feira (17), uma sequência de ações criminosas tiveram como alvo cidadãos que dedicaram suas vidas à proteção dos alagoanos e à defesa do Estado de Alagoas. Foram tiros que simbolizaram a situação de uma corporação que tem ?dado o sangue? pela obtenção de 10% de redução de mortes violentas, desde a implantação do programa Brasil Mais Seguro, há um ano; sem evitar a manutenção de Alagoas no topo do ranking do Mapa da Violência 2013, divulgado na mesma semana. Os estampidos das balas disparadas contra quatro sargentos da Polícia Militar, em menos de três dias, parecem ter acordado a tropa, que volta a se movimentar em direção a um aquartelamento, que pode acontecer ainda esta semana, como forma de exigir mudanças de rumos no comando da segurança pública do Estado. Era noite da última sexta-feira (19), quando o quarto militar, sargento José Maria dos Santos, completou a trágica sequência de crimes, ao ser gravemente ferido por dois tiros à queima-roupa, enquanto estava em sua papelaria, no Benedito Bentes. A vítima ainda agonizava em um leito do Hospital Geral do Estado (HGE), após ser atingida na cabeça e perder massa encefálica, quando os telefones de integrantes das associações militares não paravam de tocar. Eram pedidos de colegas de farda por uma mobilização, contra a violência que feriu de morte o ?braço armado? do Estado.