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Assembleia pagou 160 sal�rios para servidora em 3 anos

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A caixa-preta da Assembleia Legislativa do Estado (ALE) está, pouco a pouco, sendo aberta. Depois do escândalo histórico do desvio de mais de R$ 300 milhões dos cofres da Casa de Tavares Bastos, que resultou, há cinco anos, em uma das mais emblemáticas ações deflagradas pela Polícia Federal em Alagoas, a Operação Taturana, o Poder Legislativo volta a ser alvo de denúncias. Dessa vez, elas estão sendo feitas por um parlamentar, que teve acesso, por meio da Justiça, às movimentações financeiras da ALE entre os anos de 2010 e 2012, período no qual foram registrados mais de 110 mil depósitos feitos pela Casa. Os números, fornecidos pela Caixa Econômica Federal (CEF) ao deputado João Henrique Caldas, o JHC (PTN), não deixam dúvidas. Nos últimos três anos, foram centenas de depósitos suspeitos em contas de supostos servidores. Somas exorbitantes que põem em xeque a legalidade das movimentações financeiras do Legislativo. A servidora Andreza Cristina Santos Araújo, por exemplo, recebeu, sozinha, de 2010 a 2012, 162 salários. Foram 43 depósitos em 2010, 61 em 2011 e 58 em 2012. Movimentações que atingem a cifra de R$ 341.889,74. Nesse mesmo período, a servidora Elisângela Suelly Santos recebeu a quantia que, somada, chega a R$ 514.488,97, valor distribuído em 113 depósitos. Mas esses são somente dois exemplos. Basta passar a vista nas listagens obtidas pelo deputado JHC para ter uma ideia da série de procedimentos aparentemente irregulares. A Gazetaweb teve acesso às planilhas referentes aos três últimos anos de movimentação financeira da Assembleia Legislativa. Na lista dos que receberam vários salários nesses 36 meses, constam parentes do presidente da ALE, deputado Fernando Toledo (PSDB), pessoas ligadas a membros da Mesa Diretora da Casa, como o deputado Marcelo Victor (PTB), empresários e atuais prefeitos.

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