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Uso da p�lula do dia seguinte I

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A LEI RESPEITA A MULHER » KÁTIA BORN - Secretária de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos No dia 2 de agosto, a presidente Dilma Rousseff sancionou a lei que garante às mulheres vítimas de estupro o direito ao atendimento integral nos hospitais públicos e os conveniados ao SUS. A pílula contraceptiva foi regulamentada em nosso país nos anos 1970 e a partir dos anos 1980 passou a ser uma luta do movimento de mulheres para que esta fosse incluída nos programas públicos da saúde da mulher. Nos anos 1990, com a inovação tecnológica e farmacológica, a pílula foi aprimorada e descobriu-se nova dosagem que garantiria a contracepção para aquelas mulheres que, não utilizando nenhum método preventivo à gravidez, pudessem evitá-la com sua ingestão - a conhecida pílula do dia seguinte. A sanção de nossa presidente vem garantir o uso dessa pílula nos casos de violência sexual contra a mulher. Aqueles que são contrários a esta regulamentação não percebem que uma mulher, quando era estuprada, tinha que se submeter a vários constrangimentos: delegacia, IML, posto de saúde, Justiça entre outros e, muitas vezes, quando chegava a liberação judicial para a interrupção da gravidez indesejada, já se encontrava grávida com 4 meses ou mais. Um aborto implicava, ainda, em risco de vida. A vantagem dessa regulamentação é que, além da pílula não se constituir como aborto, ela garante o respeito a esta mulher que já sofreu uma grande violência, pois é administrada no hospital público, evitando a clandestinidade do ato, garantindo sua integridade física e mental. Em Alagoas, os Centros Especializados de Atendimento à Mulher vão promover a parceria com os hospitais que irão cuidar desses casos, oferecendo ajuda psicológica, assistência social e jurídica. Essas ações fazem parte da rede de atendimento à mulher no Estado. Essa é mais uma conquista da cidadania e devemos continuar lutando pelos direitos das mulheres em nosso país e em nosso Estado.

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