Política
AMEA�ARAM MATAR A MINHA FAM�LIA
O MANDANTE Marcelo de Zé Negato. Ofereceu (dinheiro), sim. Disse que a irmã dele tinha. Explicou que a irmã pagaria R$ 4 mil (pelo assassinato). Perguntou se eu tinha uma arma e disse: ?olha aí um dinheiro bom para você ganhar, você está parado (desempregado)?. O acerto foi para ele (Marcelo) comprar o material para a minha casa, no valor de R$ 4 mil, no cartão dele e no da irmã dele. A casa estava só na base, alicerce, ele ia me entregar a casa com porta e tudo, tijolo, cimento, madeira, telha. Mas não recebi até hoje pagamento nenhum, o único dinheiro que recebi foi para a minha fuga. Deu R$ 400 para eu cair fora. O MOTIVO O Valter devia uma quantia de R$ 14 mil para a irmã dele, a Geuza. Antes era R$ 9 mil, mas com os juros, com tudo, foi para R$ 14 mil. A PREPARAÇÃO Eu investiguei ele (Valtão) e achei melhor que fosse naquele canto, na garagem, próximo à casa dele. Só que um sábado antes eu fui até o Fórum, que é onde tem as câmeras, estava faltando energia nesse dia, e eu cortei uns cabos de lá. No dia do crime, eu estava bebendo com o Marcelo o dia todo, começamos a beber na feirinha, fomos à praça e depois fomos à festa do Cícero Melo. À noite, eu fui tomar café, tomei banho, troquei de roupa e coloquei a arma no quarto, uma pistola 380, e desci. À ESPREITA Tinha um jogo de futebol no ginásio, uma festa, e ele como secretário ia entregar os prêmios. Eu fui, fiquei no bar do Tonho, tomei duas cervejas, enquanto isso a comitiva do prefeito saiu do ginásio, com o Valtão no meio, e eu perguntei para onde esse pessoal ia. Iam para a casa de alguém, e pensei: dá tempo de eu ir e ficar no esconderijo até ele chegar. TOCAIA Fiquei em uma casa de construção, próximo ao local, dormi bastante ainda, e só me acordei com a zoada do som do Valtão. Olhei, vi que ele vinha só, já estava com a porta aberta, na garagem, aí eu fui lá e capotei ele.