Política
Gastos do governo com buffet podem chegar a R$ 40 milh�es
No mesmo dia do aniversário de dois anos do anúncio de um programa do governo estadual para ?acabar com a pobreza extrema? que atinge 20,4% da população deste Estado, os gestores comandados pelo governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) ignoraram o sabor amargo presente nas bocas de cerca de 600 mil alagoanos famintos e oficializaram, em 17 de maio, uma autorização para gastarem, no intervalo de um ano, até R$ 40 milhões com um variado e requintado cardápio oferecido por duas empresas de buffet, que têm de oferecer pratos elaborados com lagostas, bacalhau, salmão, camarões e carnes nobres, ao gosto estabelecido nas atas de registro de preços nº 126/2013 e 127/2013, pela exigente ?clientela?. Criado há dois anos pelos gestores tucanos, o programa Alagoas Tem Pressa pode até ter acelerado o ritmo de algumas políticas públicas. Mas um fato relevante foi constatado pela Gazeta, em duas semanas de análise de lançamentos no Portal da Transparência: desde o ano de início do projeto, em 2011, o que acelerou mesmo foram os gastos de diversos setores do governo estadual com os cafés da manhã, almoços, jantares, coquetéis, coffee breaks e brunchs fornecidos por dez dessas empresas especializadas. Desde o primeiro ano de gestão de Vilela, em 2007, até a última sexta-feira (6), os gastos registrados com os comes e bebes dos buffets saltaram de R$ 413 mil para mais de R$ 10 milhões. Com aceleração especial a partir do primeiro ano do segundo mandato de Vilela. Em 2011, o gasto mensal triplicou com relação a 2007, superando a barreira de um milhão de reais.