Política
Atraso de AL ofusca emancipa��o
A propósito da passagem do aniversário da Emancipação Política de Alagoas, a Gazeta ouviu dois professores universitários ? um de Economia e um de História de Alagoas ? aos quais propôs uma análise da atualidade, em cada uma das áreas, mas sob o prisma dos 196 anos que o Estado tem como unidade autônoma da República Federativa do Brasil. ?Há muito o que comemorar; não deixa de haver. Por outro lado, o que não há para comemorar é a pobreza, que continua como um traço muito forte, muito presente, da economia de Alagoas?, disse o professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Fábio Guedes. Para ele, outra particularidade de Alagoas é ainda ser muito reflexa da conjuntura econômica nacional. ?Se você olhar o aspecto festivo, vai comemorar, sim. Mas se nos ativermos ao contraponto, a outras situações, como o caos na saúde ou os índices de violência, certamente teremos dificuldades para encontrar razões para comemorar?, diz o professor de História de Alagoas da Ufal, José Roberto Santos Lima. Ele faz um questionamento sobre as vocações econômicas, matrizes para o desenvolvimento, apresentadas pelas elites alagoanas como alternativas aos tradicionais segmentos da cana-de-açúcar e, outrora, algodão e tecelagem, desde a década de 1930: petróleo, química a partir do álcool e cloro e até o atual turismo.