Política
Faltam pol�ticas p�blicas para o Estado deslanchar
O professor da Universidade Federal de Alagoas, José Roberto Santos, destaca o discurso das elites alagoanas em diferentes períodos, como propostas de matriz de desenvolvimento alternativa aos segmentos tradicionais: das indústrias da cana e, outrora, do algodão e das tecelagens. ?Na década de 1930, o discurso era o petróleo. Sairíamos da dependência do açúcar e do algodão. Depois, foi o polo cloroquímico, a partir da Salgema [hoje, Braskem]. Mas quando se pensa isso, é preciso ver toda a conjuntura, nacional e internacional?. Para a química, segundo ele, isso inclui as indústrias do segmento que a terá como produtora de matéria-prima e a conjuntura do mercado internacional, para aquele produto ou segmento. Basta a descoberta de uma tecnologia que substitua uma matéria-prima para extinguir toda a cadeia produtiva: produtor rural, indústria de beneficiamento, transportador, indústria final de primeira ou de segunda geração. Analogia próxima foi o que se deu com o látex e o aparecimento da borracha sintética. ?Agora, nós temos a indústria do turismo. Mas é preciso lembrar que turismo não é só hotelaria. Um elemento importante são as estradas. E as que dão acesso à região de Coruripe, por exemplo, estão em péssimo estado. E o saneamento. Em vez de ajudar, isso tudo acaba comprometendo?, diz.