Política
Servidores amea�am ir ao MP contra ponto na ALE
Apesar de o presidente da Assembleia Legislativa do Estado (ALE) demonstrar um aparente esforço para moralizar as relações de trabalho dentro da Casa de Tavares Bastos, os servidores efetivos não aceitam que a Mesa Diretora deixe de exigir a frequência dos servidores comissionados, após a implantação do sistema de registo de ponto eletrônico. E prometem recorrer ao Ministério Público (MP) para que a nova exigência atinja a todos os servidores, caso seja realmente implantada. ?Se o efetivo faltar, será descontado o dia de serviço dele. E como vai ficar o caso dos comissionados? Será pago seu salário integralmente? Na realidade, o que eu estou vendo é uma punição direta para os servidores efetivos. Aí tem que adotar um critério único. Se for para exigir de uns e de outros não, o sindicato é contra. Se a Mesa Diretora não tomar uma posição quanto a essa situação, o sindicato pode, evidentemente, procurar o Ministério Público para ver como vai ficar essa situação. O que não pode é os servidores efetivos serem prejudicados?, disse ontem à Gazeta Luciano Vieira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Legislativo do Estado de Alagoas (STPLAL). Luciano Vieira diz ter recebido informalmente a informação de que a Mesa somente cobrará o ponto eletrônico dos servidores efetivos. E lamenta não estar havendo diálogo com os servidores, antes da definição das ?medidas moralizadoras? sugeridas pelo procurador-geral do Legislativo, Fábio Ferrario.