Política
METAS DO BRASIL MAIS SEGURO N�O S�O CUMPRIDAS
As velas acesas pelo governo de Teotonio Vilela Filho (PSDB) para celebrar a queda de 18% nos índices de mortes violentas em Alagoas continuam sendo apagadas pelas lágrimas das famílias de alagoanos vítimas da falta de planejamento e da desarticulação das forças de segurança, na execução de um dos mais ousados programas de combate à violência do País, o Brasil Mais Seguro. O semblante de ?dever cumprido? estampa a face de Teotonio Vilela Filho e de seu secretário de Estado da Defesa Social, coronel Dário Cesar. Mas ambos sabem que o Estado não tem cumprido nenhuma das metas estabelecidas para redução dos chamados crimes violentos letais e intencionais (CVLIs), apesar de o Ministério da Justiça já ter investido R$ 200 milhões em recursos federais no programa. No fim de setembro, mês que obteve o maior crescimento de CVLIs desde a implantação do Brasil Mais Seguro, o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, disse discutir ?apenas números?, ao ser questionado pela imprensa sobre o aumento de assaltos a residências e a morte de um vigilante em um posto de saúde de Maceió. É o que a Gazeta revela nesta reportagem: vidas destruídas representadas por algarismos. Números que, já exaltou Dário Cesar, representam a salvação de mais de 200 alagoanos. Mas que se fossem realmente discutidos e perseguidos com ações efetivas já previstas no Brasil Mais Seguro, talvez significassem a salvação das vidas de pelo menos 331 alagoanos, que foram sacrificados além do limite previsto como meta pela coordenação do Brasil Mais Seguro em Alagoas para este ano de 2013.