Política
OAM lamenta perda de Ana Lu�sa
A família Collor de Mello, amigos, profissionais da imprensa e políticos do estado compareceram, no último domingo (13), ao Cemitério Parque das Flores para prestar uma última homenagem à jornalista e presidente de honra da Organização Arnon de Mello (OAM), Ana Luísa Collor de Mello, que morreu na tarde do último sábado, no Hospital Sanatório, após complicações no sistema respiratório. Ana Luísa morreu aos 69 anos e deixou uma grande marca na história da imprensa alagoana pela sua inteligência e bondade. ?A perda da Ana Luísa, que sempre foi uma grande entusiasta de todas as iniciativas da Organização Arnon de Mello, é um momento de tristeza para todos nós que fazemos parte da família gazeteana. Ela sempre foi uma grande amiga de todos os que fazem a Organização Arnon de Mello. É um momento de dor, de pesar, mas também de reconhecimento por tudo o que ela significou?, disse, pausadamente, o irmão e senador Fernando Collor (PTB), visivelmente emocionado. Com uma rosa na mão, para homenagear a irmã pelo seu exemplo de vida, Fernando Collor ressaltou os principais atributos de Ana Luísa e disse da falta que ?sua lucidez, inteligência, clarividência, coração enorme e bondade? irá fazer. ?Ela lutou até o último instante, mas os desígnios de Deus são mais poderosos e são os determinantes das nossas vidas. Fica dela a imagem da grande jornalista, aquela que vivia a Organização de forma muito intensa, que vibrava com os sucessos e os êxitos, que era uma fiscalizadora permanente do bom texto, da boa palavra, da qualidade do noticiário. Ela era uma jornalista na mais pura acepção da palavra e fica o exemplo e a dedicação dela à causa pública?, pontuou o senador. Amigo e colega de trabalho, o diretor executivo da Organização Arnon de Mello (OAM), Luis Amorim, lamentou pela perda e destacou a grande personalidade da jornalista. ?Ana Luísa era um grande exemplo de dedicação, empenho e determinação para enfrentar todos os obstáculos. Ela deixou um grande legado, de sempre buscarmos os nossos ideais. Ela lutou muito até o último segundo da sua vida. A personalidade dela era muito forte, perseverante e guerreira. Infelizmente nos deixou. O Estado de Alagoas e a imprensa perdem muito?, avalia Amorim, ao relembrar que esteve ao lado da presidente de honra da OAM até os últimos minutos de vida. PRESENÇA CONSTANTE Luis Amorim também ressaltou a ligação de Ana Luísa com a OAM. ?Ela sempre acompanhava a Organização. À distância e, ao mesmo tempo, muito perto. À distância, porque fisicamente ela não estava. E muito perto na linha editorial, nos eventuais erros. Ela nunca deixava de criticá-los. Uma grande incentivadora, uma pessoa bastante generosa. Quando tinha alguém próximo a ela com dificuldade, ela nunca hesitou em ajudar a quem mais precisava?, disse o diretor executivo da OAM. Quem também fez questão de homenagear a jornalista foi o suplente de senador Euclydes Mello. ?É uma grande perda para o jornalismo, para a sociedade, para a cultura. Ana Luísa fez história. Uma pessoa muito sensível, amiga e muito antenada ao jornalismo. Apesar de não fazer política partidária, ela tinha uma sensibilidade com a política e se envolvia nas campanhas eleitorais. O que me chamava mais a atenção era a felicidade que ela tinha, quando, em uma caminhada, ela se reunia com as pessoas mais carentes. Ela se doava, se entregava completamente?, relembrou. Ana Luísa Collor de Mello foi formada em Psicologia pela Universidade Santa Úrsula, no Rio de Janeiro. Especializou-se em Psicologia Analítica Junguiana, foi mestra em Psicologia pela Universidade de Gama Filho e cursou doutorado na Universidad Nacional de Madrid. Mas o seu caminho era mesmo o jornalismo. Em 1996, assumiu a presidência de honra da OAM, cargo que ficou até a sua morte. Mas antes ela foi jornalista e deixou sua marca no Jornal do Brasil, no Rio de Janeiro. ?Ela foi uma colega e amiga dedicada à tarefa de conduzir esse complexo empresarial com zelo e sempre preocupada que os veículos da OAM servissem sempre, e cada vez melhor, ao povo alagoano?, disse o jornalista e amigo Valmir Calheiros. A missa de sétimo dia da jornalista está marcada para acontecer na próxima sexta-feira, às 19 horas, na Igreja de São Gonçalo, no Farol. ?