Política
Filho de Z� Pedro nega recebimento de combust�vel
Sucursal Arapiraca ? O empresário João Pedro de Farias Neto considerou ?infundadas e absurdas? as acusações formuladas no dossiê apresentado pelo deputado Paulo Nunes, de que o Posto Paraíso, localizado às margens da AL-110 e que pertenceria ao deputado eleito José Pedro da Aravel, teria recebido pelo menos 10 mil litros de combustível supostamente desviados da bomba que abastece as viaturas do 3º Batalhão da Polícia Militar, sediado em Arapiraca. De acordo com o dossiê, teriam sido desviados para o Posto Paraíso cerca de 8.780 litros de diesel e 1.200 litros de gasolina. O suposto desvio teria acontecido entre outubro de 1999 e julho de 2000, quando, de acordo com o dossiê, o 3º BPM teria consumido 44 mil litros de combustível. O empresário João Pedro de Farias Neto esclareceu que o Posto Paraíso não pertence a seu pai, o deputado eleito Zé Pedro da Aravel. ?Eu sempre fui o proprietário do posto. Sou o gerente do estabelecimento e considero um absurdo a denúncia de que teríamos recebido 10 mil litros de combustível do 3º BPM?, rebateu o empresário, que é irmão do ex-deputado Jadson Pedro, também filho de Zé Pedro. João Pedro de Farias Neto afirmou ainda que seu pai sequer tem controle sobre a gerência do estabelecimento. ?Ele cuida de outros negócios da família e não tem qualquer controle sobre a gerência do Posto Paraíso?, justificou. Para o empresário, são infundadas as acusações de que seu estabelecimento teria recebido combustível desviado da bomba do 3º BPM. O empresário José Pedro de Farias (o Zé Pedro da Aravel), recém-eleito deputado estadual pelo PSDB, também informou que o posto não lhe pertence. ?Essas acusações devem ser resolvidas entre o deputado e o comando da PM. É coisa de irmão para irmão. Não tenha nada a ver com essa história?, ressaltou. O advogado do empresário, Diniz Machado, também rebateu as acusações. ?São absurdas e totalmente infundadas. Sequer há provas de um crime que meu cliente jamais cometeria?, afirmou. Comandante O coronel Ronaldo dos Santos, comandante-geral da corporação, também negou que existam irregularidades em sua administração e anunciou a criação de uma comissão para apurar as denúncias. Em todas as entrevistas concedidas a emissoras de rádio e televisão, o oficial atribuiu essas denúncias ao tenente-coronel Joaci, que estaria revoltado por ter sofrido punições disciplinares. Ouvido pela GAZETA, o oficial confirmou que já destacou no 3º BPM mas negou ser o autor do dossiê que deu origem às denúncias de irregularidades.