Política
Relat�rio aponta cen�rio de caos na Sa�de da capital
Além da nomeação de 16 servidores que vão compor a comissão especial de licitação e o grupo de execução do Decreto de Emergência na Saúde Municipal (n° 7.553/2013), o Diário Oficial de ontem detalhou a situação caótica do Sistema Único de Saúde em Maceió. Não há médico suficiente. Não há material de expediente. Faltam medicamentos básicos para tratamento de doenças crônicas. Há unidades de saúde com infraestrutura tão precária a ponto de colocar em risco a vida de servidores e pacientes. Os computadores estão sucateados e o sistema de marcação de consultas, exames e internações não funciona como deveria. Nem insulina para diabéticos e copos descartáveis para o pessoal do setor administrativo tem. A solução, segundo o DO, é contratar sem licitação. Para elaborar quase três páginas do Diário Oficial com justificativas para as compras e as obras emergenciais previstas para ocorrer até março de 2014, o secretário municipal de Saúde, Jaelson Gomes, usou relatórios de oito setores da pasta. Cada relato retrata um cenário de abandono da saúde pública na capital. A Coordenação de Farmácia e Bioquímica, por exemplo, diz que dos 245 itens da Relação Municipal de Medicamentos, 88 estavam com o estoque zerado, o que representa 40% da oferta. Já dos 172 remédios da Relação Municipal de Correlatos, 42 estavam em falta (37%). Segundo a publicação, ?todos os itens faltosos são da mais extrema essencialidade para saúde dos usuários do SUS, principalmente daqueles acometidos por doenças crônicas, como hipertensão, diabetes, distúrbios mentais etc?.