Política
Direitos Humanos em xeque I
QUEM PRECISA DOS DIREITOS HUMANOS? A expressão ?direitos humanos? tornou-se sinônimo de impunidade e frouxidão das autoridades diante de crimes hediondos cometidos por bandidos (de gravata ou não) e que deixam a população estarrecida, entretanto, de mãos atadas diante do tema. Os militantes que carregam essa bandeira não dão ouvidos aos que sofrem com a perda de um parente, um amigo. Preferem o entendimento de que, por mais perigoso que seja o marginal, ele precisa da proteção indulgente do Estado. Da forma como a lei trata o crime, diferenciando as penas conforme a maldade de quem o comete, os autores deviam receber o mesmo tratamento. O que acontece, hoje, no País é uma aberração. Enquanto fora das grades um número considerável de alagoanos só consegue uma refeição por dia, dentro das celas o criminoso come três vezes ao dia, usa celular, drogas e ainda tem, em alguns casos, os encontros íntimos financiados por nós. Os presídios tornam-se motéis oficiais durante os finais de semana. São esses os ?direitos humanos? que a sociedade quer? Quando nós fomos consultados sobre essas regalias? Os apaixonados pela causa escolheram como alvo a polícia, que, mesmo com suas deficiências crônicas, está enfraquecida, intimidada. Defendo que o policial que vira bandido seja punido de forma exemplar: devia sofrer penalidade até maior. No entanto, há uma distorção, onde o cidadão comum, trabalhador e ordeiro, juntamente com os policiais honestos, é apontado como o verdadeiro culpado pela existência da criminalidade, responsabilizado pela ação de indivíduos que roubam, sequestram, estupram e matam, mas que, aos olhos amorosos de alguns ?pensadores?, seriam revoltados, incompreendidos ? portanto, as verdadeiras vitimas da sociedade. Quanta estupidez! É fato. Todos os países que saíram de uma ditadura teimam em tratar criminosos comuns como se fossem pessoas que, por conta de suas posições políticas, foram presas, torturadas e muitas delas mortas. Esse equívoco leva ao absurdo de se tratar estupradores, assassinos de aluguel, quem mata para roubar, os barões do tráfico e outros criminosos como vítimas do sistema. Esses mesmos bandidos conseguem, dessa forma, sair da cadeia por bom comportamento, progressão de pena e demais benefícios da lei, quando deveriam cumprir integralmente suas condenações, principalmente para impedir que voltem a aterrorizar as ruas. Algo temerário, e o resultado dessa ?compaixão? desmedida pelo ato de matar aparece no derramamento de sangue nas ruas, muitas delas asfaltadas. Num passado recente, fui simpático à pena de morte, hoje recuei. Entretanto, a prisão perpétua seria um freio nesse sentimento de impunidade que nos toma. Ao invés disso, o Brasil está engessado por correntes de ?pensadores? que defendem a redução das penas como alternativa de humanizar a aplicação da lei. Partindo desse pensamento, seria mais produtivo implodir todas as prisões, pois somente daríamos um passo à frente e eles assumiriam de uma vez por todas a bandeira de que ?melhor ser bandido que trabalhador?. Direitos humanos, sim. Para quem realmente precisa.