Política
LIDERAN�AS SOCIAIS E POL�TICAS REPUDIAM NOTA DO GOVERNADOR
Políticos, lideranças sindicais e de movimentos sociais de Alagoas se mostraram perplexos com a nota divulgada na semana passada pelo governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), quando o tucano anunciou que pretende processar os veículos da Organização Arnon de Mello (OAM) por, segundo ele, ?fabricar escândalos?. ?A gente até agradece à Gazeta de Alagoas por mostrar a realidade. Não creio que haja distorções?, afirma o presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas, Wellington Galvão, ao avaliar a nota divulgada pelo governo contra a OAM. Ele aproveita para mandar um aviso: o Hospital Hélvio Auto vai fechar o ambulatório de pronto-atendimento em 1º de novembro, por falta de médicos. ?Quem for mordido por cobra ou escorpião ou apresentar um quadro de suspeita de meningite, não terá mais esse serviço para recorrer. Terá de ir para o HGE?, informou Galvão. ?Acho que a Gazeta está cumprindo seu papel. A população está aqui. E o que está distorcido aqui? Mais um assalto a ônibus, manifestação em frente ao Palácio?, questiona o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), citando notícias divulgadas na última sexta-feira. ?Toda a cobertura, pelo menos no que afeta os militares, tem sido séria, sem distorções. E a Gazeta tem sido o canal para que as pessoas possam cobrar, denunciar injustiças e improbidades?, endossa o presidente da Associação dos Oficiais Militares da PM e Corpo de Bombeiros (Assomal), major PM Wellington Fragoso. ?Enquanto representante da CUT, não quero entrar na seara política. O que queremos é que o governo valorize a sociedade, valorize a cidadania; algo que o governo não tem feito?, diz a sindicalista Amélia Fernandes, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em Alagoas.