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Alunos do curso de soldado passam por humilha��o na Pol�cia Militar

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A Polícia Militar de Alagoas (PM) está com suas finanças sufocadas pela má gestão estadual. O quadro é tão caótico que policiais e alunos no curso de formação estão sendo obrigados a comprar seu próprio fardamento. E ainda expõe os futuros policiais ? que ainda não receberam seu primeiro salário ? à ilegalidade da cobrança de uma taxa de R$ 20 e à humilhação de não terem sequer direito às refeições no intervalo das aulas de um curso que exige esforço físico e concentração para aprovação de quem se submeteu a um concurso público para proteger os alagoanos. Como o comandante-geral da PM, coronel Dimas Cavalcante, enfrenta este caos nas finanças da instituição mais importante para o combate à violência no estado onde mais se mata no Brasil? Parece ter preferido combater outro tipo de problema na corporação, ao exonerar seu ex-chefe do Estado-Maior, coronel Ivon Berto, no dia 25: a transparência. Poderia ter atacado as causas dessas dificuldades que prejudicam a defesa de uma população que vive amedrontada pelo avanço da criminalidade. Mas preferiu o ato autoritário de retaliação contra o oficial que expôs à Gazeta de Alagoas, há quase um mês, casos de ingerência política na corporação e equívocos na estratégia da Secretaria de Estado da Defesa Social na condução do programa Brasil Mais Seguro. O coronel Dimas Cavalcante; o secretário da Defesa Social, coronel Dário Cesar, e o próprio governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) conhecem a situação pelo menos desde o dia 13 de maio deste ano. E, de acordo com o ex-chefe do Estado-Maior, a maioria dos coronéis que compõem o Alto-Comando da PM já exigiu do comandante Dimas uma postura mais incisiva contra o que consideram ser um descaso do governo com os policiais militares, que passaram a correr riscos até mesmo no interior do Quartel-Geral, cuja limpeza de suas áreas vulneráveis passou a ser realizada por egressos do sistema prisional, sob a bandeira da ressocialização, mas por conta da falta de recursos para bancar a manutenção do quartel ? que este ano já chegou a ser custeada por meio de uma ?vaquinha? entre oficiais do Alto-Comando.

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