Política
Assembleia Legislativa tem sess�o confusa ap�s decis�o da Justi�a
Uma extensa reunião a portas fechadas, a notificação judicial de deputados estaduais e a exposição de dúvidas sobre o futuro da gestão e a inviabilidade do funcionamento da Assembleia Legislativa do Estado (ALE) marcaram, ontem, a primeira sessão ordinária após a decisão judicial que afastou sua Mesa Diretora. Como determina o regimento interno da ALE, a sessão foi presidida pela 1ª suplente da Mesa Diretora, Flávia Cavalcante (PMDB). E durante uma reunião de mais de uma hora e meia a portas fechadas, os deputados foram informados de que a decisão do juiz Alberto Jorge Correia exige a convocação das eleições para a formação de uma nova Mesa Diretora, na sessão seguinte à notificação. Flávia Cavalcante antecipou que não tomará qualquer decisão antes de ser notificada pessoalmente pela Justiça. Mas é fato consumado que a deputada já é a presidente interina da ALE desde o fim da tarde de ontem, quando o deputado Fernando Toledo (PSDB) recebeu sua notificação sobre seu afastamento, pelo mesmo oficial de Justiça que também notificou os deputados Antônio Albuquerque (PRTB) e Sérgio Toledo (PDT) do afastamento dos respectivos cargos de 1º e 2º vice-presidentes, durante a suspensão da sessão. Fernando Toledo não foi à ALE. Mas disse à Gazeta que vai recorrer da decisão. E não participa de articulações para a futura Mesa, pois irá a São Paulo para fazer exames obrigatórios, após um ano de cirurgia para a retirada de um câncer na língua. O procurador Fábio Ferrário esteve na reunião fechada, que serviu para os parlamentares discutirem a nova realidade da ALE, que terá dificuldades até mesmo para funcionar, já que o servidor do seu computador foi apreendido pelo Ministério Público Estadual (MP) na sexta (1º).