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Política

Deputado critica uso da m�quina p�blica do Estado durante elei��es

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Um dos temas mais discutidos, ontem, na Assembléia Legislativa, foi a notícia da ação popular protocolada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE/AL), pelo aposentado José Pedro de Oliveira Filho, contra a diplomação do governador reeleito Ronaldo Lessa, alegando que ele teria praticado crime eleitoral, durante a campanha deste ano, com o uso de carros de som e grupos de pessoas com a camisa do candidato, no dia da eleição. ?Ficamos entristecidos com fatos dessa natureza, pois nós lutamos contra todo e qualquer tipo de crime e corrupção eleitoral, sobretudo no que diz respeito ao uso da máquina administrativa para tentar conseguir votos e assumir o poder. No entanto, nos deparamos com notícias que denunciam essa prática condenável pela Justiça Eleitoral, onde prevalece quem tem mais dinheiro. É lamentável?, considerou o deputado Paulo Nunes. Nunes disse que não conhece os fatos denunciados pelo autor da ação, mas afirmou que, como membro da bancada da ALE, tem o dever de prezar pela honestidade e lisura dentro da política alagoana. ?É preciso conhecer os fatos que deram origem a essa ação. Se existirem provas, o cidadão tem o direito de acionar a Justiça Eleitoral, para que os responsáveis sejam punidos e os fatos sejam apurados?, reforçou. O líder do governo na ALE, deputado Petrúcio Bandeira (PSB), disse que a ação protocolada no TRE não tem fundamento e, por isso mesmo, deve ser arquivada. ?Isso não tem muito sentido. Provas não foram apresentadas e os argumentos são falhos. Sendo assim, acredito que o processo será arquivado, mas o TRE é quem vai se pronunciar?, declarou. O deputado Marcos Ferreira (PSB) também considerou sem fundamento a ação movida por José Pedro de Oliveira Filho. Segundo ele, no dia da eleição, 6 de outubro, visitou várias cidades do Sertão e não constatou nenhuma anormalidade no pleito. ?Visitamos vários municípios e tudo estava tranqüilo. Não vimos nenhuma manifestação com o uso de carros de som ou grupos praticando bocas de urna. Essas denúncias são infundadas. Acreditamos que o TRE deve tomar as providências cabíveis com justiça?, comentou, mostrando-se surpreso com a notícia.

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