Política
CNJ aponta degrada��o humana no sistema prisional de Alagoas
Superlotação, insalubridade e comida de má qualidade foram alguns dos problemas detectados no Presídio Cyridião Durval, em Maceió, pelo Mutirão Carcerário que vem sendo realizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). De acordo com o juiz Reno Viana, coordenador do mutirão, a superlotação obriga muitos presos a dormir no chão, em celas escuras e insalubres, o que representa riscos à saúde. ?É uma violação à dignidade humana. A inexistência de iluminação nas celas e a insalubridade constituem uma violação à dignidade da pessoa humana e também representam risco para a saúde pública, uma vez que tal situação pode provocar o surgimento de focos de doenças diversas?, afirmou o magistrado, que pertence ao Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ/BA) e foi designado pelo CNJ para coordenar a força-tarefa em Alagoas. Situado no Complexo Penitenciário de Maceió, o Cyridião Durval abriga 764 presos, mas só tem capacidade para 330 vagas. A superlotação é de 131%. ?É degradante a condição vivenciada por muitos presos na unidade. Inúmeras são as reclamações dos internos?, disse Viana. *Com assessoria.