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“A verdade n�o � mostrada”

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Os ?novos tempos? alardeados à exaustão pela propaganda oficial do governo de Alagoas contrastam com a realidade do estado. Se o colapso da área de segurança pública é a parte mais visível das deficiências da atual administração, o panorama da educação no estado não é menos grave. Além de ostentar o maior percentual de analfabetismo do País (21,8%), Alagoas registrou, recentemente, o pior desempenho brasileiro nas três áreas avaliadas pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês). Os estudantes alagoanos de 15 anos ficaram em último lugar do Brasil em Matemática, Leitura e Ciências. ?Os números não mentem e mostram que a realidade não tem nada a ver com aquilo que é divulgado pela propaganda oficial?, afirma a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal), Consuelo Correia. ?O verdadeiro quadro da educação, o governo não divulga?. Segundo Consuelo, não há como ter uma avaliação positiva do governo. ?Os problemas vão acontecendo e nada se muda?, diz a sindicalista. ?O governo não reage, e essa letargia nos preocupa?. A presidente do Sinteal lembra que, por causa da reforma de 163 escolas em 2012, milhares de alunos ficaram até seis meses sem aula, apesar de a Secretaria da Educação ter anunciado que seriam reformas emergenciais. ?Nesse período em que as escolas ficaram fechadas, não houve a preocupação do governo de alugar espaços ou buscar outras alternativas para assegurar a crianças e adolescentes o direito à educação previsto na Constituição Federal. Os estudantes ficaram à toa?. Segundo Consuelo, há escolas em que o ano letivo de 2013 começou apenas em agosto. A situação só deve se normalizar em 2015. ?Mesmo estudantes que quisessem não teriam como se transferir para outros estabelecimentos, porque estes já estavam com o conteúdo adiantado?, ressalta. Os mais prejudicados foram aqueles que pretendiam fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). ?Tiveram um currículo capenga, pois não viram todo o conteúdo?.

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