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Nº 5758
Política

PSDB aceita acordo para minirreforma

Brasília – Os presidentes do PT, José Dirceu, e do PSDB, José Aníbal, fecharam um acordo para tentar aprovar na próxima semana a Medida Provisória 66 com o fim da cobrança em cascata do PIS/Pasep e garantir dessa  forma o cumprimento do acordo com o Fun

Por | Edição do dia 29/11/2002 - Matéria atualizada em 29/11/2002 às 00h00

Brasília – Os presidentes do PT, José Dirceu, e do PSDB, José Aníbal, fecharam um acordo para tentar aprovar na próxima semana a Medida Provisória 66 com o fim da cobrança em cascata do PIS/Pasep e garantir dessa  forma o cumprimento do acordo com o Fundo Monetário Internacional no que se refere à votação da minirreforma tributária. A edição de uma legislação que acabasse com a cobrança cumulativa da contribuição ao Programa de Integração Social (PIS) é um compromisso que o Brasil assumiu com o FMI no último memorando assinado em agosto. “Embora seja um passo pequeno, é significativo e relevante. É um sinal positivo da disposição de fazer a reforma tributária. ê um compromisso nosso que está sendo assumido pelo PT”, afirmou Aníbal, após o encontro com Dirceu e os líderes dois partidos na Câmara e Senado. Na terça-feira, petistas e tucanos haviam fechado um acordo com PMDB, PPB e PTB para votar a MP 66 sem o fim da cumulatividade e com a prorrogação da alíquota de 27,5% do Imposto de Renda, conforme queriam os petistas. A partir da intervenção do presidente Fernando Henrique Cardoso e do ministro Pedro Malan, entretanto, os líderes dos dois partidos mudaram de discurso. “A MP não foi votada porque nós pedimos para não ser. Da forma como está, não é interessante, nem para o governo nem para nós”, justificou ontem pela manhã o presidente do PT. Apesar do novo acordo entre PT e PSDB, os líderes não têm garantido o apoio dos demais partidos devido ao lobby do setor de serviços contrário ao fim da cumulatividade.

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