Política
Vilela descarta reajustes salariais
Após uma semana afastado do governo para ?resolver problemas pessoais?, o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) reassumiu o comando do Estado, ontem, reconhecendo que o Programa Brasil Mais Seguro ainda não apresentou os resultados que ele mesmo desejava. Ao se referir ao pleito dos policiais militares e dos servidores da Saúde, ele voltou a justificar a falta de capacidade financeira, ?limitado pela Lei de Responsabilidade Fiscal?, para conceder reajuste salarial para as categorias. Questionado sobre como reagirá à nova estratégia da PM que, agora, é contra o realinhamento e defende a equiparação salarial, ameaçando, inclusive, o aquartelamento para os eventos de fim de ano, Vilela não demonstrou preocupação. ?Farei como sempre fizemos, dialogarei com a categoria e conto com o espírito cívico. Nestas negociações vou dialogar com espírito público. Contamos com a maioria dos policiais que tem espírito público?, afirmou Vilela, demonstrando que não acredita na radicalização da categoria. A mesma compreensão, ele demonstrou ao falar da área da Saúde. Em relação às reivindicações salariais, a situação é similar. Entretanto, quando o assunto envolve as condições de trabalho, ele destacou as ações do governo, incluindo a inauguração de leitos de Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) e Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em São Miguel dos Campos.