Política
Governo n�o atende militares e agrava crise na seguran�a
Sem uma resposta do governo às suas reivindicações, os militares mantiveram ontem a operação padrão deflagrada na última terça-feira. Com a tropa aquartelada por 24 horas, o comando da Polícia Militar teve que usar o Batalhão de Operações Especiais (Bope) e unidades da Força Nacional para enfrentar a onda de violência na capital. Os bairros do Vergel do Lago e Benedito Bentes foram ocupados por essas duas unidades. No Vergel, moradores reclamaram de tiroteios e homicídios. Pela manhã, dois corpos foram recolhidos por equipes do Instituto Médico Legal (IML). Um dos mortos foi Gerson Pedro dos Santos, de 57 anos, coveiro do Cemitério São José, no Trapiche. Ele foi atingido por vários tiros durante a madrugada. Sem segurança policial, os peritos do Instituto de Criminalística (IC) não periciaram o local do crime. Em abril deste ano, Gerson viu o filho, de 17 anos, ser morto após envolvimento com o tráfico de drogas naquela região da cidade. A operação padrão realizada pela PM reduziu o quantitativo de policiais nas ruas. Ontem à tarde, por falta de motoristas aptos para conduzir as viaturas da PM, um acusado de porte ilegal de arma foi conduzido à Central de Flagrantes em carro particular.