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Caos na Sa�de contrasta com propaganda oficial

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No mesmo dia em que o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) inaugurava uma nova ala no Hospital Geral do Estado (HGE), na semana passada, com mais 99 leitos, pacientes relataram à Gazeta diversas deficiências no atendimento da unidade. As queixas foram de abandono, falta de medicamentos e mau atendimento nas enfermarias. Os corredores do HGE haviam sido desocupados na véspera, o que deixou as enfermarias do hospital superlotadas. O caos da saúde pública de Alagoas contrasta com a imagem positiva que o governo do Estado tenta passar por meio da propaganda oficial. Quem depende dos serviços da rede pública ? a grande maioria da população ? é submetido a situações degradantes. Em outubro, um grupo de deputados estaduais fez uma visita a algumas unidades de saúde mantidas pelo governo do Estado e se deparou com um quadro desolador: banheiros sem água, falta de higiene e de acessibilidade para portadores de necessidades especiais. Apesar de o governo ter escolhido o lema ?Alagoas tem pressa?, a prática está muito distante da intenção. As obras de ampliação do HGE começaram em 2010 e deveriam ter terminado em seis meses, mas somente agora, depois de três anos e R$ 8 milhões, a parte estrutural ficou pronta. Os 99 leitos inaugurados se destinam para a área de queimados, pediatria, centro cirúrgico e cirurgia eletiva (marcadas). Outro exemplo da falta de ?pressa? do governo do Estado ocorre em relação ao 2º Centro de Saúde, localizado na Praça Maravilha, em Maceió. A unidade foi fechada para reforma em abril de 2010. O prazo para a conclusão da obra era de seis meses, mas após mais de três anos a reforma ainda não foi concluída.

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