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Sem repasse extra, ALE n�o vota projetos da PM

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A decisão do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) de submeter ao crivo do Ministério Público Estadual (MP) e do Poder Judiciário o pedido de repasse extra de recursos para a Assembleia Legislativa do Estado (ALE) quitar folhas de pagamento fez cair por terra um outro compromisso, firmado no último dia 19 pelo chefe do Executivo, para tentar encerrar, amanhã, a operação padrão deflagrada por militares há uma semana. O acordo de Vilela, firmado diante de parlamentares com presidentes de associações militares não será cumprido, por conta da falta de entendimento entre o governador com o Poder Legislativo, que se comprometeu em legalizar uma possível equiparação salarial de coronéis com delegados da Polícia Civil e outras vantagens, por meio de projetos de lei previstos para serem votados amanhã, em benefício de toda a tropa, em efeito cascata. O problema é que, em meio a uma crise de credibilidade que volta a atingir o Legislativo, causada pelas denúncias que atingem a Mesa Diretora afastada, Vilela demonstrou estar disposto a deixar de fazer o repasse extra, ou antecipado, de parcela de R$ 24 milhões, como fez durante seis anos em que a ALE foi presidida pelo seu colega tucano, o presidente afastado Fernando Toledo (PSDB).

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