Política
Militares recusam proposta e seguem com opera��o padr�o
De nada adiantou o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) utilizar seus perfis nas redes sociais e a Agência Alagoas para anunciar o fechamento de acordo salarial com associações militares, no fim da noite de ontem. Tão estrondoso quanto as bombas lançadas nos jardins do Palácio República dos Palmares foi o ?não? que ecoou madrugada adentro, como resposta dos cerca de três mil policiais militares e bombeiros que esperaram por quase nove horas pela contraproposta, à entrada da sede do governo estadual. A rejeição, quase unânime, resultou na deliberação pela manutenção da operação padrão, que diminuiu o efetivo policial das ruas, há uma semana. E uma assembleia foi marcada para as 10h da manhã de hoje, na sede da Associação dos Oficiais Militares de Alagoas (Assomal), para se construir e votar uma nova proposta que poderá ser reapresentada a Vilela ainda hoje. Com a manutenção da operação padrão, o governo deve recorrer ao Exército para reforçar o policiamento em Alagoas. Na contraproposta do governo tucano, é antecipada a reposição inflacional de abril para janeiro de 2014, quando também será aplicado o realinhamento salarial, extinguindo algumas faixas. E os 22% de perdas salariais de quatro datas-base atrasadas (de 2007 a 2010) seriam diluídos em 11 parcelas de abril de 2014 a março de 2015 ? ponto que mais irritou a tropa.