Política
CRISE NA SEGURAN�A P�BLICA EST� LONGE DO FIM
A operação padrão, deflagrada pela Polícia Militar de Alagoas no dia 17 e que obrigou o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) a costurar um pacote para melhorar as condições salariais e de trabalho da tropa, foi mais um capítulo da crise da segurança pública em Alagoas, que vem se agravando nos últimos anos. Os militares aceitaram a proposta do governo, mas a dificilmente as medidas serão suficientes para reverter o clima de insegurança vivido pela sociedade alagoana. Desde 2007, o estado ? que já ostentava os piores índices no que se refere à questão do analfabetismo e da mortalidade infantil ? ganhou destaque negativo também na questão da violência. As estatísticas oficiais colocam Alagoas como o estado mais violento entre as demais unidades da Federação, com o maior índice de mortes por armas de fogo ? 55,3 por grupo de 100 mil habitantes. Em sete anos, foram 15 mil mortes violentas, mais do que a guerra do Afeganistão em 12 anos. Somos o estado em que mais se matam mulheres e jovens, principalmente jovens negros. O Mapa da Violência 2013: Homicídios e Juventude no Brasil, divulgado pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos (Cebela), revelou que Maceió é a capital mais violenta do País, seguida por João Pessoa e Salvador. A capital alagoana registrou um aumento de 116,1% no número de homicídios. Em 2001, foram registrados 485 assassinatos contra 1.048 em 2011.