Política
Especialistas avaliam consequ�ncias
Professor do curso de Ciências Sociais da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Ranulfo Paranhos avalia com ponderação a polêmica que se arrasta no Supremo Tribunal Federal (STF). Para ele, mais eficiente que proibir as doações seria um maior controle e fiscalização das mesmas. ?Proibir o financiamento privado parece impulsionar a existência de ?caixa 2? nas campanhas políticas. Uma solução mais eficiente seria estabelecer critérios mais eficientes de fiscalização e controle sobre essas doações. Agregado a esse tipo de ação, estabelecer limites no valor de doações também poderia ser positivo?. O professor cita outros países para indicar que o controle sobre as doações é uma tendência em locais com democracias consolidadas. ?Países com democracias consolidadas, como Estados Unidos, Canadá e Alemanha, estabelecem alguma restrição ao modelo de financiamento privado de campanha, limitando quanto empresas e pessoas físicas podem contribuir. A França opta por financiamento exclusivamente público?. Ele acha importante o financiamento privado nas campanhas políticas, ressaltando que não é a doação o problema, mas a falta de fiscalização.