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Militares amea�am nova opera��o padr�o

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A lua de mel entre os policiais e bombeiros militares alagoanos e o governo do Estado foi interrompida, ontem, após a descoberta de uma traição. Os projetos que deveriam beneficiar a categoria, entregues na Assembleia Legislativa Estadual (ALE) na última terça-feira, 21, entre sorrisos, abraços e poses para fotografias, tinham teor diferente do que foi acordado entre a classe, a cúpula da Secretaria de Estado da Defesa Social (Seds) e o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB). A categoria classifica os projetos como uma ?cilada? e já anunciou que pode retomar a operação padrão, que foi realizada no fim do ano passado. Prevenido, o presidente da Associação dos Subtenentes e Sargentos Militares de Alagoas (Assma), sargento PM Teobaldo Almeida, guardou cópias dos projetos e, ao relê-los, descobriu os artigos alterados. Entre eles, o que estipula os níveis na tabela salarial por tempo de serviço, que no acordo com o governo definia o primeiro nível na faixa de zero a quinze anos e o segundo acima dos 15 anos. Mas no projeto que chegou à ALE, o primeiro nível vai de zero a vinte anos e o segundo a partir de 20 anos. Vilela também havia prometido a disponibilização de mais R$ 14 milhões para uma nova tabela de escalonamento, em duas parcelas. A primeira parte, no valor de R$ 6 milhões, seria repassada este ano e a segunda, de R$ 8 milhões, até março de 2015. ?Essa quantia deveria ser repassada para a categoria entre abril e dezembro, no entanto, o projeto enviado à Assembleia fixa o pagamento em uma única parcela, só em dezembro. Isso traria prejuízos como perdas devido à inflação?, ressalta.

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