Política
Redes sociais devem voltar a incomodar
As redes sociais foram apontadas como um importante fator de mobilização para os protestos de junho de 2013 mas, nas próximas eleições, ainda devem ter menos influência no eleitorado do que a televisão. ?O papel da comunicação [numa campanha] é tudo, mas há muita propaganda e informação. Cabe ao leitor filtrar?, afirma Nayara Maria. De olho na nova geração de eleitores, o deputado João Henrique Caldas, o JHC (Solidariedade), investe no poder das redes sociais. Segundo ele, a internet é um campo onde o cidadão pode formar opinião sobre o candidato. ?No ambiente virtual, os eleitores têm como acompanhar os políticos e concluir se concordam, ou não, com suas ideias?, diz. O parlamentar destaca que a juventude tem mudado o perfil do eleitorado, que exige respostas mais rápidas e eficientes aos seus anseios, além de maior transparência e publicidade nas ações. ?Eles repudiam os vícios da política arcaica?, diz JHC. De acordo com o deputado, o jovem eleitor quer se espelhar no político que elege como seu representante e a internet é um instrumento eficiente de divulgação que cada vez mais se acentua e pesa na decisão de uma crescente parcela do eleitorado.