loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Política

Lula diz no Chile que desigualdade amea�a democracia dos brasileiros

Ouvir
Compartilhar

Santiago ? No pronunciamento que fez ontem, em Santiago, depois de uma longa reunião com o presidente do Chile, Ricardo Lagos, o presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, reiterou o compromisso de dar prioridade ao combate à pobreza e disse que a desigualdade é uma ameaça à democracia. ?Não há democracia política que resista a tão dramáticas diferenças sociais. O agravamento das desigualdades é um convite às soluções de força?, discursou. Pouco antes, Lula lembrou, como fez na Argentina, primeiro país a visitar na viagem iniciada domingo e que se encerra hoje, que o Brasil não pode continuar a ser uma das dez maiores economias do mundo e conviver com ?dezenas de milhões de brasileiros passando fome?. O secretário-geral do PT, Luiz Dulci, afirmou que ele, ao falar em ?soluções de força?, fez uma ?referência conceitual?, mas não se referiu, especificamente, a regimes autoritários e ditaduras. Lula reiterou a necessidade de o Brasil reduzir a vulnerabilidade externa da economia e a intenção de que o País tenha autonomia para ?controlar as principais decisões econômicas?. O futuro governo, disse, adotará um modelo de desenvolvimento ?dando ênfase à produção e não à especulação?. Lagos, no discurso, afirmou que ?o mundo tem responsabilidade de confiar no Brasil porque o Brasil deu confiança ao mundo com uma transição exemplar?. Ele, que é do Partido Socialista, lembrou que conheceu Lula há 11 anos e que o presidente terá pela frente ?o desafio de articular crescimento e mais justiça social?. No esforço de fortalecer o Mercosul, Lula afirmou que conhece as dificuldades que impedem a integração do Chile ao bloco comercial, mas propôs que sejam encontradas soluções para resolver especialmente as diferenças das tarifas aduaneiras. Lula, no entanto, foi muito vago em seu pronunciamento e falou apenas em ?soluções, ainda que provisórias? e em ?múltiplas medidas compensatórias?. O presidente eleito do Brasil não especificou quais mecanismos poderiam levar os chilenos a participar integralmente do bloco. A grande diferença é que a tarifa de importação do Chile é de 6%, enquanto a Tarifa Externa Comum do Mercosul varia de 13% a 15%. ?Temos respeito pelas posições chilenas?, disse Lula em seu discurso. O presidente Ricardo Lagos deixou claro ao presidente eleito brasileiro que está disposto a participar do Mercosul de outras maneiras que não a simples união tarifária. A disposição chilena foi anunciada no encontro dos dois, no qual também ficou claro ? como já se previa ? que não há possibilidade de equiparar as tarifas aduaneiras de seu país com as do Mercosul. Lagos falou em uma união política que permitiria tratar de assuntos como macroeconomia, câmbio e a integração dos países sul-americanos.

Relacionadas