Política
Conseg identifica processos parados em novo pres�dio
Membros do Conselho Estadual de Segurança Pública (Conseg) constataram que há 197 vagas ociosas e morosidade na análise dos processos dos reeducandos do Presídio de Segurança Máxima do Agreste, em Girau do Ponciano. Há reclamações de alta temperatura dentro da unidade prisional e da comida que é servida diariamente. Após a visita técnica do colegiado, ocorrida na tarde da última segunda-feira, um relatório vai ser produzido pelos integrantes da Comissão de Diagnóstico das Unidades Prisionais e submetido à análise do Conseg. A ida até a penitenciária recém-inaugurada de Alagoas já estava programada e tinha um propósito: checar a denúncia oferecida pela Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional Alagoas, de que os presos estavam sendo vítimas de maus-tratos. Familiares dos detentos chegaram a procurar o Tribunal de Justiça para oficializar as reclamações e lideraram diversos protestos na capital e no Agreste. De acordo com o conselheiro Ivan Luiz, que é procurador de Estado, a ideia era fazer uma inspeção profunda no presídio. Ele revela que foram verificadas todas as instalações, desde o pátio, os setores de monitoramento dos reeducandos, a estrutura dos módulos, a cozinha, onde são preparadas as refeições e os setores administrativos. Ainda foi observado o regime aplicado de disciplina aos presos por parte dos agentes penitenciários.