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FMI garante que n�o far� mais exig�ncias ao governo de Lula

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Washington ? O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, ?não deve esperar demandas, mas sim reafirmações? do diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Horst Kohler, durante a conversa que eles terão amanhã no antigo comitê petista, na Vila Clementino, zona sul de São Paulo. Há duas semanas, o FMI havia desmentido versões segundo as quais pediria ao próximo governo um superávit mais alto do que os 3,75% previstos para 2003. Mas ontem o diretor do Departamento de Relações Externas da instituição, Thomas Dawson, informou que Kohler ?oferecerá ao presidente eleito o apoio do Fundo e da comunidade financeira internacional no momento em que ele trabalha em seu programa de governo para o ano 2003?. Naturalmente, o chefe do FMI quer ouvir de Lula a reafirmação do compromisso firmado com o País. ?Do nosso ponto de vista, será uma sessão mais para ouvir, mas nos alegrará responder às perguntas que ele possa ter sobre a abordagem do Fundo?, adiantou Dawson. Ele fez questão de sublinhar que ?esta não será uma sessão de negociação, mas uma oportunidade para se conhecer?. Questionado sobre o grau de adesão ao programa que o FMI detecta no futuro governo, o porta-voz disse que todas as indicações ?são de que presidente eleito e sua equipe estão comprometidos com o programa?. ?Obviamente, o novo governo reexaminará seu programa para determinar as necessidades da economia e os desafios que o governo enfrentará, e desejamos trabalhar com eles nesse contexto?, destacou Dawson. Além de conversar com Lula, Kohler terá dois encontros separados com empresários e banqueiros, de um lado, e com representantes da sociedade civil, de outro. O dirigente do Fundo desembarca amanhã (06) em Brasília para seu último encontro com o presidente Fernando Henrique Cardoso e os membros de sua equipe econômica. Ao atual governo, ele leva a notícia de que o relatório da segunda revisão do acordo com o Brasil será discutido pela diretoria executiva do Fundo no dia 19 ou 20 e que sua expectativa é a de aprovação do segundo desembolso de US$ 3 bilhões do crédito de US$ 30 bilhões concedido ao País. O saldo de US$ 24 bilhões será liberado ao próximo governo, em parcelas, até setembro de 2003, mediante a manutenção da política econômica e o cumprimento das metas do acordo. Esperança Dawson afirmou que, apesar do recente repique da inflação, o Fundo mantêm a avaliação ?esperançosa? que fez no momento mais agudo da turbulência financeira, durante a campanha eleitoral, sobre as chances de o acordo de transição com o Brasil produzir os resultados para os quais foi negociado e permitir ao País manter a estabilidade e retomar o crescimento. ?ê sabido que as reações do mercado foram positivas desde as eleições?, disse. Avaliação do Fundo é compartilhada por economistas que têm aconselhado a administração americana sobre as perspectivas da economia brasileira no primeiro ano de Lula. Apesar de a situação ser vista com apreensão, as chances de uma crise de pagamentos é tida como relativamente reduzida. Mas a premissa dessas análises é de que o governo Lula fará o que for necessário para garantir os desembolsos de US$ 24 bilhões no ano que vem, sem os quais as contas não fecham.

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