Política
Assassinato tem repercuss�o na classe pol�tica
O assassinato do empresário Guilherme Brandão provocou ontem forte reação da parcela da classe política que se opõe à condução da segurança pública pelo governo de Teotonio Vilela Filho (PSDB). Do Senado Federal à Câmara Municipal de Maceió, o lamento se uniu às críticas à manutenção de um descontrole da criminalidade no estado mais violento do Brasil. Antes das manifestações de oposicionistas, o próprio Vilela usou seu perfil no Facebook para prestar solidariedade a familiares da vítima e determinar que assumissem pessoalmente as investigações o secretário de Defesa Social, Eduardo Tavares, e o delegado-geral da Polícia Civil, Carlos Reis. Mas não impediu que seu secretário fosse vaiado no local do crime, enquanto criticava que aquelas manifestações não ocorreriam se a morte tivesse sido no Jacintinho. ?Alagoas assiste de joelhos à violência vencer a guerra. Basta! Não podemos mais aceitar! Muito feia a declaração de Eduardo Tavares. Qualquer homicídio deveria indignar o secretário de Segurança de Alagoas. Triste realidade que nos tira a esperança?, protestou o deputado federal Renan Filho (PMDB), em seu perfil do Twitter. O senador Fernando Collor (PTB) também usou redes sociais para ser solidário e criticar o que chamou de ?leniência? do governador. ?Desejo externar meu sentimento de pesar pela morte de mais um ser humano em solo alagoano. Agora, tombou o empresário Guilherme Brandão, irmão do presidente da Abrasel-AL Eutímio Brandão, homem empreendedor, gerador de emprego e renda em nossa terra. Mas, a cada momento, uma vida é ceifada de forma covarde e criminosamente estimulada pela leniência governamental. O governador abandonou, nesses últimos sete anos, o sistema de policiamento preventivo à própria sorte. E nem apresenta políticas públicas que garantam o efetivo papel do Estado na sociedade. Aos familiares de Guilherme, a seus amigos e colegas comerciantes, meu abraço solidário?.