Política
Governo Vilela descarta aumento para servidores
Mesmo sob a pressão de algumas categorias que já se mobilizam para um indicativo de greve, como os policiais civis e os servidores da Educação, o governo do Estado é categórico em relação a qualquer tipo de reajuste salarial que esteja fora da reposição da inflação. O ganho real pleiteado por sindicatos e associações de classe na data-base deste ano está praticamente fora de cogitação, segundo a Secretaria de Gestão Pública (Segesp). O secretário Alexandre Lages é incisivo e avisa que 2014 é um ano de fechamento de contas e que não será agora que o governo vai cometer uma ?irresponsabilidade? concedendo reajuste salarial sem dinheiro em caixa para bancá-lo. ?Em todas as reuniões da mesa de negociação com as categorias, sempre colocamos a questão do equilíbrio fiscal e financeiro. E, neste ano, as coisas estão ainda mais difíceis ? contra números, não há argumentos. Basta ir lá no Portal da Transparência e ver que a situação é complicada. Temos um cobertor do Nelson Ned para cobrir o jogador de basquete Oscar?, compara Lages. A notícia bem antecipada ao calendário de negociações não agradou aos sindicatos, que rechaçam totalmente os argumentos do governo. A presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Amélia Fernandes, afirma que esse discurso de impossibilidade é o mesmo de todos os anos e que a mobilização das entidades e a pressão pelo atendimento dos pleitos vão seguir independente de qualquer conta que o governo use como defesa para não conceder aumento salarial. ?Eles sempre dizem que é impossível dar ganho real. Vamos discutir e deliberar o percentual em plenária na quarta-feira [amanhã] e dar seguimento à pauta. Enquanto isso, estamos esperando que o governo marque a audiência que solicitamos para falar sobre o assunto?, observa.