Política
Gest�o de pres�dio preocupa deputados
Está sob suspeita de alguns deputados o modelo de cogestão, adotado pelo governo do Estado, para administrar o Presídio de Segurança Máxima do Agreste, localizado no município de Girau do Ponciano. A privatização de parte do sistema prisional foi o tema principal do debate entre os parlamentares na sessão ordinária de ontem, na Assembleia Legislativa Estadual (ALE). O deputado Ronaldo Medeiros (PT) levantou a questão cobrando mais transparência nos tratos burocráticos e já adiantou que aguarda, há mais de trinta dias, informações precisas da administração que está sendo feita na penitenciária pela empresa Reviver, contratada de forma emergencial, sem licitação, pelo Estado. Medeiros informou que manteve contato com representantes da empresa, dos quais pediu relatórios completos da quantidade de profissionais que estão trabalhando no presídio e, também, da alimentação servida, um dos motivos de muitas reclamações por parte dos reeducandos. Até ontem, segundo ele, nenhum retorno foi dado. ?Demos um prazo de 30 dias para que essas informações chegassem ao nosso conhecimento. Como não aconteceu, reiteramos o pedido no início desta semana e vamos aguardar por mais 15 dias. Caso o nosso pedido não seja atendido, vou sugerir a convocação dos diretores da empresa para que eles prestem os esclarecimentos aqui na Assembleia Legislativa?, explicou. O deputado disse que teve acesso a uma cópia do contrato celebrado entre o governo do Estado e a empresa terceirizada. Na opinião dele, há pontos não muito claros, outros não contidos e que seriam necessários para dar transparência ao processo de gestão do presídio do Agreste. Segundo ele, o contrato não dispõe de artigos em que se prevê aulas aos reeducandos dentro de uma estratégia de profissionalização. Além disso, cita que não se prevê punição para os casos em que a empresa não cumprir algumas obrigações estabelecidas.