Política
Servidores da Agricultura pressionam deputados
Servidores de níveis médio e elementar da Secretaria de Estado da Agricultura e do Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral) estão dando plantão permanente durante as sessões da Assembléia Legislativa Estadual (ALE), com o objetivo de interceder junto aos deputados para que eles não aprovem o projeto do Executivo que revoga a lei do adicional agropecuário e transforma os vencimentos dos servidores que têm direito ao adicional, em subsídios mais complemento constitucional. Eles reclamam que os funcionários de nível superior da Agricultura tiveram direito ao adicional, em 1997, enquanto os de níveis médio e elementar não foram contemplados com a vantagem. ?Se essa matéria for aprovada não vamos ter direito a esse adicional nunca mais. O que é um absurdo. Se os deputados aprovarem essa mensagem do Palácio, estarão cometendo uma injustiça para com os cerca de 154 servidores que não foram beneficiados?, reclamou Roberto Cavalcante, servidor da secretaria. Segundo ele, a categoria quer que o adicional seja estendido a todos os funcionários. ?Para se ter uma idéia, quem foi beneficiado chega a receber R$ 1.150,00, enquanto nós, recebemos apenas R$ 300,00. Além disso, tem gente com disparidade salarial ocupando a mesma função?, disse, acrescentando que já conversou com o governador Ronaldo Lessa e ele teria se sensibilizado com a situação da categoria. ?O governador se mostrou solidário conosco e disse que não tinha conhecimento do que estava acontecendo com a nossa categoria?, afirmou. Solicitação Mas se de um lado o pessoal de níveis médio e elementar estão solicitando o apoio dos deputados para não aprovarem a matéria, os servidores de nível superior também estão comparecendo às sessões da ALE para solicitar que os parlamentares aprovem o projeto. ?Nós não temos culpa de o governo, naquela época, ter corrigido a distorção salarial que existia. Então, não é justo, agora, que a matéria seja vetada. Queríamos que o adicional fosse estendido a todos, infelizmente não foi e agora não podemos ser prejudicados?, declarou o engenheiro agrônomo Iedo Mendonça, servidor da Agricultura. Ele explica que, na época, o governo entendeu que para se corrigir as distorções salariais seria necessário criar a lei do adicional agropecuário. ?Como naquela época era ano eleitoral, o Executivo não quis estender a todos os funcionários. Além disso, por força de Lei eles não têm direito de receber gratificações por causada lei que criou os subsídios?, concluiu.