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Parentes e amigos se despedem do jornalista Valmir Calheiros

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O corpo do jornalista, advogado e pesquisador Valmir Calheiros foi sepultado, ontem à tarde, no Cemitério Nossa Senhora Mãe do Povo, em Jaraguá, diante de parentes, amigos e colegas de profissão. Antes, o corpo foi velado na sede do Sindicato dos Jornalistas (Sindjornal), onde muitos conhecidos foram prestar as últimas homenagens ao profissional que era considerado um verdadeiro arquivo vivo, por ter dedicado parte da vida aos fatos históricos do jornalismo alagoano. Prestes a completar 70 anos, Valmir morreu na noite da última quinta-feira após sofrer um infarto em casa. Muito emocionada, a única filha do jornalista, Valdete Calheiros, agarrou-se à mãe e precisou ser amparada por parentes na hora em que o pai era enterrado. Sob olhares atentos e chorosos, alguns amigos de Valmir expuseram o quanto o admiravam e destacaram a trajetória dele em mais de 50 anos dedicados à imprensa alagoana. Um deles é um velho companheiro de batente. Diante do túmulo, o editorialista da Gazeta de Alagoas, Enio Lins, destacou que Valmir tinha uma grande virtude: sempre buscou a fidelidade, e nunca, os aplausos. ?Ele jamais entregou uma fonte sua. Era um jornalista leal?, falou. E acrescentou que tinha um amigo muito bom de se trabalhar, sobretudo pela referência histórica que, ao longo do tempo, se transformou. ?O Valmir era um dos remanescentes da velha guarda do jornalismo alagoano. São mais de cinquenta anos dedicados à profissão. Era uma grande referência por duas questões básicas: primeiro, pela questão ética. Era muito discreto e a outra era o rigor com o qual fazia as matérias, principalmente no que ele era mais apaixonado, que era o jornalismo histórico. No meu modo de ver, o Valmir era um grande pesquisador da imprensa alagoana?, destaca Enio Lins. Amigo há mais de 50 anos do jornalista, o desembargador aposentado Antônio Sapucaia lembra que Valmir estava fazendo um levantamento dos artigos que havia escrito para a Gazeta. O material poderia se transformar em um livro. Além disso, de acordo com Sapucaia, estava para ser concluída uma obra em que destacava a história da imprensa alagoana. O diretor executivo da OAM, Luis Amorim, ressalta que a Gazeta perdeu o mais antigo funcionário e que o jornalismo agora fica mais pobre. ?

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