Política
Inqu�rito � direcionado, diz Adriano Soares
Procurado pela reportagem da Gazeta de Alagoas, o ex-secretário de Educação e Esporte, Adriano Soares, repetiu o que disse em seu depoimento, que o parecer emitido pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE) só faz menção à situação de emergência ? o órgão não considerava como urgentes as obras nas escolas ? e sugeria que a Serveal fizesse o gerenciamento. ?Em nenhum momento, a procuradoria apontou qualquer dessas irregularidades na contratação. Recebi depois o parecer favorável à contratação das duas empresas. Além disso, não é o secretário quem cuida do procedimento de contratação. Havia a necessidade de começar logo o levantamento imediato das escolas para que nenhum teto desabasse novamente e colocasse em risco a vida de professores e alunos?, argumenta o ex-secretário, ressaltando que todo o procedimento foi legítimo. Soares afirma que criou uma comissão para fazer auditoria desses contratos e que foi constatado que estavam fora dos padrões. ?Depois disso, foi aplicada a tabela do DNIT reduzindo os valores. O que foi pago a mais como indenização às construtoras foi compensado nos pagamentos seguintes. Não há nenhum prejuízo aos cofres públicos?, afirma. O ex-secretário conta ainda que abriu uma sindicância para apurar a responsabilidade das falhas nos contratos e que não houve comprovação de dolo por parte do presidente da comissão de licitação, Thiago Quintella, que recebeu uma advertência. ?Não vi dolo, vi imprudência?, afirma.