Política
Reformas em escolas ficaram s� no papel
Em 2013, o município de São Luís do Quitunde, na gestão do prefeito Eraldo Pedro da Silva (PMDB), contratou uma empreiteira para executar obras de reforma em 19 escolas da zona rural, orçadas em R$ 1.186.499,42, conforme planilha, a cujo teor a Gazeta de Alagoas teve acesso. A reportagem foi conferir de perto a situação de duas dessas instituições de ensino e constatou que nada, ou quase nada, foi feito em termos de melhorias estruturais. A primeira unidade visitada pela Gazeta fica na Fazenda Santa Cruz, a 10 km do centro de São Luís do Quitunde. Trata-se da Escola de Ensino Fundamental Maria Amélia Machado Bezerra. Segundo a planilha, até setembro do ano passado, os serviços de reforma já haviam avançado 80%. A realidade, porém, é bem diferente. Como uma ?Amélia sem vaidades?, o prédio da escola permanece em frangalhos, sem ostentar luxo ou riqueza que lhe valham os mais de R$ 42 mil aplicados, supostamente, pela prefeitura. ?Pintaram a madeira, lavaram as telhas e botaram no lugar, de novo. Acho que a reforma ficou pela metade?, constatou a professora Maria de Lourdes dos Santos. Na escola, existem apenas duas acanhadas salas de aula, onde estudam cerca de 100 alunos, a maioria com idades entre 4 e 5 anos.