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Participa��o de Alagoas no PIB cai para 20� lugar

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EDIVALDO JUNIOR A participação de Alagoas nas riquezas do País está pelo menos 25% menor, revela o indicador Contas Regionais Brasil, englobando o período de 1985 a 2000, divulgado na última sexta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas). Em 1985, Alagoas detinha tinha 0,86% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro ? indicador que representa a soma das riquezas produzidas no País durante o ano. Em 2000, essa participação havia recuado para 0,64%. A queda de Alagoas na participação do PIB foi de 0,22 pontos percentuais. Considerando o ranking entre os Estados, Alagoas caiu três posições: em 1985 o Estado figurava na 17a colocação e em 2000 passou a ocupar a vigésima posição. Considerando o ranking dos estados nordestinos, Alagoas passou da quarta posição em 1985 para a sétima posição em 2000 ? a frente apenas de Sergipe e Piauí. Proporcionalmente, no Nordeste, a maior perda de participação no PIB regional foi de Sergipe, que caiu de 0,92 para 0,54%. Nominalmente, a maior queda foi da Bahia, que recuou de 5,35% para 4,38%. O maior crescimento nominal na região foi do Ceará, que aumentou a participação no PIB de 1,72% para 1,89. O maior crescimento proporcional coube à Paraíba: de 0,72 de 0,84%. Crescimento Embora tenha recuado na participação, o PIB de Alagoas registrou crescimento, é o que revela o indicador contas regionais de 1997 a 2000. Neste período, a soma das riquezas produzidas por Alagoas passou de R$ 5,7 5 bilhões para R$ 7,03 bilhões, um crescimento de 22,07% . A participação no PIB caiu porque as riquezas de Alagoas cresceram menos do que a do Brasil e do Nordeste. Enquanto o PIB nacional pulou de R$ 870,7 bilhões em 1997 para R$ 1,1 trilhão em 2000, com alta de 26,04% o PIB nordestino aumentou de R# 113,8 bilhões para R$144,1 bilhões ? com crescimento de 26,6% no período. O crescimento do PIB alagoano foi, em média, quatro pontos percentuais menor do que o da região e o do país. ### Amazonas teve as maiores taxas de crescimento Os resultados das Contas Regionais de 2000, que acabam de ser divulgados pelo IBGE, mostram que os estados do Amazonas, Mato Grosso, Paraíba e Espírito Santo apresentaram as maiores taxas de crescimento, bem acima da média nacional: 8,7% e 7,8% para os dois primeiros e 7,3% para os dois últimos citados. O Produto Interno Bruto brasileiro, no ano de 2000, registrou um crescimento de 4,3%. O crescimento observado no estado do Amazonas reflete o desempenho das indústrias do Polo Industrial de Manaus, que apresentaram, no ano de 2000, um volume de produção 13% maior do que o observado no ano anterior. Mato Grosso Em relação ao estado do Mato Grosso, o crescimento de quase 7,8% é reflexo do desempenho da atividade agropecuária que registrou, em 2000, um aumento de 16% no volume produzido, basicamente, nas lavouras de soja e algodão, com crescimentos de 17 e 60%, respectivamente. Já o estado da Paraíba, assim como quase todo o Nordeste, apresentou altas taxas de crescimento da atividade agropecuária, atividade esta que tem elevado peso na economia da região. O destaque na Paraíba fica por conta da produção de feijão, que registrou um crescimento de 300% em relação ao ano anterior. Outro destaque na atividade agropecuária, refere-se ao desempenho observado no estado da Bahia, onde o crescimento em volume de 22% é reflexo do aumento de produção dos seguintes produtos: café 10%, mandioca 31%, soja 31% e feijão 54%. Um período favorável de chuvas, depois de um longo período de seca, explica o crescimento da produtividade da agricultura baiana.

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