Política
Governador pressiona ALE para manter vetos
Enquanto mais de uma centena de agentes penitenciários, peritos criminais e candidatos concursados da Defensoria Pública lotavam ontem os corredores, galeria e o pátio da Assembleia Legislativa Estadual (ALE), mais de 10 deputados escolhidos a dedo se reuniam com o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), no Palácio República dos Palmares. Dois assuntos nortearam o almoço: vetos do Executivo ao orçamento 2014 e o projeto de lei que regulamenta a 17ª Vara Criminal da Capital. Mas nem a cozinha do Palácio conseguiu fisgar os deputados: a tendência da ALE é derrubar o veto, ou seja, cortar em R$ 16 milhões o duodécimo do Ministério Público Estadual (MP). Foram convidados para o encontro com Vilela, como a Gazeta apurou, os deputados Fernando Toledo (PSDB), presidente da Mesa Diretora, Jota Cavalcante (PDT), Nelito Gomes de Barros (PSDB), Gilvan Barros (PSDB), Edival Gaia (PSDB), Joãozinho Pereira (PSDB), Maurício Tavares (PMN), Ricardo Nezinho (PMDB), Marcos Barbosa (PPS) e Inácio Loiola (PSB). Todos atenderam ao chamado do Palácio e compareceram. Sobre os vetos, os deputados ainda não se entenderam e ouviram do governador o pedido para que a posição de aumentar o repasse para o MP fosse mantida. A alegação dada por Vilela era para não contrariar a opinião pública e não gerar um atrito ainda maior entre os poderes. A Assembleia Legislativa devolveu ao Executivo a Lei Orçamentária Anual (LOA) já prevendo o corte para o Ministério Público. O governador vetou e o assunto voltou ao crivo dos deputados e se transformou em uma polêmica.