Política
Assembleia Legislativa nega reajuste e acusa MPE de gastan�a
Numa tacada só, a Assembleia Legislativa Estadual (ALE) encerrou, ontem, a polêmica e derrubou os vetos governamentais a três artigos da Lei Orçamentária Anual (LOA), cortando o duodécimo do Ministério Público Estadual (MP) em R$ 16,5 milhões e aumentando, por outro lado, o próprio repasse para 2014 em R$ 32 milhões, além de dar um incremento para a Defensoria Pública em R$ 4 milhões. O parecer da Comissão de Constituição, Justiça e Redação Final (CCJ) nem foi lido na íntegra em plenário, mas o conteúdo dele caiu como uma bomba. Acusa o MP de esbanjar o dinheiro público em grandes festas com muita comida ? os deputados classificaram tudo como ?rega-bofes?. A sessão foi bastante movimentada, com direito a discursos inflamados e um entendimento entre as lideranças que parou os trabalhos por quase duas horas. O expediente ainda era lido quando o deputado Sérgio Toledo (PDT) requisitou que os líderes se reunissem para analisar o parecer da CCJ e buscassem o acordo com relação às matérias. Nem os integrantes da Comissão que emitiu o parecer se entenderam. O relator da matéria foi o deputado Ricardo Nezinho (PMDB). Mas, por maioria, a CCJ sugeriu que os vetos fossem rejeitados. Paralelo a isso, havia um bloco de deputados que se uniu para montar um bloco na votação dos três artigos, o que foi motivo para que quatro parlamentares ? Isnaldo Bulhões (PDT), Joãozinho Pereira (PSDB), João Henrique Caldas (SDD) e Judson Cabral (PT) ? apresentassem um requerimento, à Mesa Diretora, para que cada artigo fosse votado individualmente. A alegação desse grupo era que a votação por ?atacado?, como classificou Judson, deixaria alguns em situação desconfortável, já que não haveria consenso. Eles alegaram que poderiam ser contra o corte do MP e a favor do aumento do duodécimo da ALE. Sendo em bloco, eles não teriam como manifestar a opinião de forma separada. Em minoria na Casa, eles tiveram que aceitar a decisão da maioria, que foi rejeitar o requerimento.