Política
Juc� acredita em vazamento de investiga��o para rea��o da ALE
Em entrevista coletiva concedida na manhã de ontem, o procurador-geral de Justiça de Alagoas, Sérgio Jucá, disse que o corte de R$ 16,5 milhões no orçamento do Ministério Público Estadual (MP) imposto pela derrubada dos vetos pelos deputados na última terça-feira deixa o órgão numa situação financeira extremamente delicada este ano e que a atitude foi uma clara retaliação. O chefe da instituição acredita que a emenda parlamentar tirando recursos do MP foi uma reação a uma medida proposta que ainda não pode ser divulgada e que vai resultar na revelação de mais irregularidades dentro da Assembleia Legislativa Estadual (ALE). ?Ainda não podemos divulgar porque o elemento surpresa precisa ser preservado, mas creio que esses parlamentares tomaram conhecimento. O resultado das diligências vão demonstrar várias ilicitudes no seio da Assembleia Legislativa, mas não vamos divulgar nada agora. Não se trata de revanchismo?, afirmou Jucá. Em tom alarmista e sem esconder o misto de preocupação com indignação, o procurador-geral de Justiça vê o ato do Legislativo como o primeiro golpe de um movimento nacional para enfraquecer o MP e sua atuação no combate a crimes muitas vezes ocorridos dentro do próprio parlamento. ?A situação é grave. Fui diplomático até agora, jamais usei a expressão retaliação, dizia que era equívoco, mas vejo que o objetivo era o de asfixiar o MP, que é uma instituição franciscana nos gastos e espartana na sua luta?, disse a um auditório lotado de promotores, procuradores, estagiários e recém-aprovados no concurso do órgão. ?DELÍRIOS? Além de acusar os parlamentares de retaliação, Jucá classificou o parecer da Comissão de Constituição, Justiça e Redação Final (CCJ) rejeitando o veto parcial do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) a três artigos da Lei Orçamentária Anual (LOA) como ?série de pilhérias?, um ?rosário de delírios e patranhas?. Os deputados teriam mentido sobre a contratação de uma luxuosa farra gastronômica pela instituição, que inclua uma lista ?nababesca? de itens citados em sessão plenária em tom jocoso pelo deputado Ricardo Nezinho.