Política
Reajustes s�o aprovados em bloco na Assembleia
Como um rolo compressor, a Assembleia Legislativa Estadual (ALE) limpou a pauta aprovando, ontem, por unanimidade, projetos de lei encaminhados pelo Poder Executivo que contemplavam sete categorias diferentes de servidores. Todas as matérias chegaram de última hora ? uma delas foi protocolada enquanto acontecia a sessão ordinária ?, o que motivou duras críticas à lentidão do governo em somente atender ao funcionalismo no prazo limite previsto pela legislação eleitoral. Os projetos concediam melhorias salariais. Agora, por lei, ficam concedidos reajustes para os servidores da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), aos professores da rede estadual de ensino, do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), da Fundação Universidade Estadual de Alagoas (Funesa), da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) e do Tribunal de Contas do Estado (TC). Como já havia um entendimento, deliberado em assembleia do Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Estado de Alagoas (Sinteal), os professores da rede estadual de ensino só encerrariam a greve após a aprovação do projeto. Como isso aconteceu, a vice-presidente da entidade, Célia Capistrano, informou que as aulas voltam na segunda-feira. ?A categoria engoliu com dificuldades e não valorizou a educação?, afirmou Capistrano. Antes mesmo de a sessão ter início, grupos de funcionários públicos de diversas categorias já lotavam a galeria e o pátio da ALE. Alguns também se espalharam pela Praça Dom Pedro II, em frente à Casa de Tavares Bastos, onde carros de som foram posicionados. Os projetos da Uneal, DER, professores, Funesa, PGE e Uncisal foram protocolados em bloco no início da tarde de ontem na ALE. O do TC foi encaminhado pelo Gabinete Civil do Palácio República dos Palmares por volta das 17 horas, quando os parlamentares ainda se dividiam quanto à votação na Ordem do Dia. Conforme o Regimento Interno da ALE, os projetos não poderiam ser votados em primeira discussão e tampouco em segunda no mesmo dia em que chegam ao parlamento. Desde a sessão anterior, o deputado Antonio Albuquerque (PRTB) já falava na insegurança jurídica que o Legislativo apresentava em despachar essas matérias em tempo recorde.