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Lula defende o aperfei�oamento das rela��es entre Brasil e EUA

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Washington ? O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, disse ontem à noite, ao chegar na residência do embaixador brasileiro nos Estados Unidos, Rubens Barbosa, que o Brasil e os EUA têm que aperfeiçoar suas relações. ?Minha expectativa é a melhor possível, eu acho que o Brasil e os EUA têm que aperfeiçoar suas relações. São dois países importantes e temos muitas coisas para conversar?, declarou. ?Eu não vim aqui para reivindicar, vim falar de política?, ressaltou, ao chegar na residência, onde ficou hospedado, às 19h, horário local (22 horas em Brasília). O embaixador Rubens Barbosa disse que o encontro entre o presidente eleito do Brasil e o norte-americano não deverá servir para negociar nada, inclusive a Área de Livre Comércio das Américas (Alca), que é um dos pontos que vinham sendo cogitados pela imprensa. No entanto, na agenda de Lula foi incluído, de última hora, uma reunião com Robert Zoellick, representante comercial dos Estados Unidos. O encontro foi pedido por Zoellick como uma visita de cortesia para conhecer o presidente eleito. Obviamente, como Zoellick é representante comercial dos Estados Unidos é possível que assuntos comerciais de interesse dos dois países sejam discutidos. Outro compromisso de Lula, hoje, será com congressistas americanos, democratas e republicanos, na residência da embaixada brasileira. Este encontro também foi considerado por Barbosa como uma mostra da importância do Brasil, uma vez que o Congresso norte-americano está em recesso. Os congressistas que irão participar do encontro com Lula serão os senadores Christopher Dodd (democrata) e Lincoln Chaser (republicano) e os deputados Cass Ballenger (republicano), Jim Kolbe (republicano), Kevin Brady (republicano) e Willian Jefferson (democrata). Estão previstos também na agenda de Lula um discurso no National Press Club; um encontro com sindicalistas da AFL-CIO; uma reunião com Enrique Iglesias, presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento; e um jantar à noite na residência da embaixada brasileira em Washington. No México De Washington, Lula vai ao México, amanhã, para iniciar a costura de uma maior aproximação entre as duas principais economias da América Latina, em um momento em que os países da região dependerão de fórmulas mais ?domésticas? para fazer frente à escassez de investimentos externos. Essa aproximação poderá se consolidar, a partir da posse de Lula, com o início efetivo das negociações de um acordo de livre comércio entre o Mercosul e o México e com um diálogo mais fluente com o presidente mexicano, Vicente Fox, sobre questões políticas e estratégicas latino-americanas. As parcerias Brasil-México, de fato, vem sendo trabalhadas há anos pelo presidente Fernando Henrique Cardoso e Fox. Por interesses políticos, mas também movidos por ambições comerciais, as equipes negociadoras dos dois líderes conseguiram fechar em junho deste ano um acordo que reduziu as tarifas de importação de 795 itens do comércio bilateral e ainda um acerto especial para as trocas do setor automotivo. Os efeitos foram percebidos na balança comercial. Enquanto as exportações totais do Brasil cresceram apenas 2,3% entre janeiro a novembro deste ano, os embarques brasileiros para o México avançaram 25,2%, em comparação com igual período de 2001.

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