Política
GEST�O VILELA SUBESTIMA AVAN�OS DO BOLSA FAM�LIA
Nos últimos dez anos, mais de 1,7 milhão de famílias de todo o Brasil saíram da linha da extrema pobreza graças ao programa Bolsa Família. Mesmo sendo considerado como fundamental para quem não nasceu em berço de ouro, o governo de Teotonio Vilela Filho (PSDB) segue rechaçando a importância do programa, que movimenta, mensalmente, mais de R$ 68 milhões na economia estadual. Na última edição da revista Caetés ? de autoria do Executivo ?, o governo estadual avalia da seguinte maneira o programa: ?Que Bolsa Família que nada. Embora seja de extrema importância para o poder de compra para os nordestinos (?)?. Não é a primeira vez que o governo Vilela utiliza as mídias para colocar no lixo a esperança de mais 440 mil famílias ? que é o montante do grupo familiar assistido em Alagoas. Em 2013, numa entrevista à imprensa, o governador comparou o projeto de inclusão social a uma ?esmola?, revoltando, com isso, usuários do programa. A declaração foi classificada como infeliz por diversas autoridades políticas. Em regra, os tucanos tentam criminalizar os ganhos sociais obtidos pelas políticas do governo Lula e Dilma, especialmente os ligados ao programa Bolsa Família. Apenas no mês de março, o programa representou uma cobertura na ordem de mais de 90% de famílias pobres no estado. De acordo com o governo federal, os usuários cadastrados em Alagoas recebem benefícios com valor médio de R$ 154,17. O programa é uma ação de transferência direta de renda que beneficia famílias em situação de pobreza e de extrema pobreza. A ação faz parte do Plano Brasil Sem Miséria, que tem como foco de atuação os 16 milhões de brasileiros com renda familiar per capita inferior a R$ 70 mensais e está baseado na garantia de renda, inclusão produtiva e no acesso aos serviços públicos. A coordenadora do Bolsa Família no estado, Maria José Cardoso, diz conhecer vários casos que atestam a importância da inclusão social proporcionada pela transferência de renda. Para ela, as famílias atendidas relatam e vivem a mudança de cenário dentro do contexto social de cada região. ?Há quase dez anos estou à frente dessa coordenação. Particularmente, já vi diversos casos de famílias que ascenderam da miséria para um condição social melhor, mais igualitária. Tudo isso graças ao Bolsa Família?, contou ela.