Política
Deputados classificam T�o Vilela de s�dico e cruel
O governo do Estado foi chamado, ontem, de cruel, assassino e sadista por deputados estaduais por ter assinado a demissão de mais de 400 técnicos agrícolas, que eram ligados à Companhia Alagoana de Recursos Humanos e Patrimoniais (Carhp). O desligamento desses servidores aconteceu na semana passada e foi alvo de debate na sessão plenária na Assembleia Legislativa Estadual (ALE). Quem primeiro levantou a questão foi o líder do PT, deputado Ronaldo Medeiros, que acusou o governador de afundar a Secretaria Estadual de Agricultura e de desassistir os pequenos agricultores familiares. Até o líder do governo, acuado, endossou o discurso dos colegas: ?As demissões foram numa hora imprópria?. Em discurso, Medeiros informou que desde 2011 o governo vinha ameaçando demitir os técnicos e desfalcar, com isso, a secretaria, o Instituto de Inovação para o Desenvolvimento Rural Sustentável de Alagoas (Emater/AL) e a Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal), onde a maioria desses servidores era lotada. Eles seriam os responsáveis por áreas consideradas importantes no segmento agrícola e a ausência deles praticamente inviabiliza o funcionamento adequado dos órgãos. ?É a falência da agricultura familiar de Alagoas. Semana passada, junto com o Ministério Público, o secretário da Fazenda disse que a culpa era dos deputados, já que, segundo ele, a Assembleia aprovou projeto de benefício aos agentes penitenciários e, nessa lei, constava que esse aumento só poderia ser dado se tivesse a concretização da demissão dos funcionários da agricultura. Fizemos a leitura do projeto de lei e percebemos que não constava nada disso?, disse Medeiros, acrescentando que a Emater foi criada em 2011 e nunca se teve concurso para preenchimento de cargos. Os técnicos trabalhavam no instituto e, agora, foram demitidos. ?O governo está assassinando, enterrando, matando a agricultura no estado de Alagoas. O próximo governador vai encontrar uma secretaria defunta, afundada?, reforça.