Política
MP aposta em a��o no Supremo contra a ALE
A decisão da Assembleia Legislativa Estadual (ALE) em manter congelado o orçamento do Ministério Público Estadual (MP) para o exercício financeiro desse ano já chegou à Brasília e deve vir da Procuradoria Geral da República (PGR) uma resposta aos deputados. Isso porque o procurador-geral de Justiça, Sérgio Jucá, e a presidente da Associação do Ministério Público de Alagoas (Ampal), Adilza Freitas, reuniram-se com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e uma alternativa já está sendo estudada para tentar reverter o problema e liberar os R$ 16,5 milhões que o MP reivindica. Os dois voltaram de viagem na madrugada de ontem e trouxeram a esperança de que a situação mude a partir do que se propõe a fazer o órgão federal. Nada foi adiantado pelos integrantes alagoanos do MP, porém sabe-se que a PGR pode ingressar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribuna Federal (STF) ou, até mesmo, pedir intervenção em Alagoas. ?A situação é gravíssima. Todos sabem disso e está bastante cristalina. O caso foi relatado ao procurador-geral da República, que ouviu os nossos argumentos e caberá somente a ele adotar as medidas que são possíveis para reverter o quadro?, adiantou Adilza Freitas. O procurador-geral de Justiça de Alagoas antecipou que terá uma reunião, hoje pela manhã, na sede do MP, onde receberá os balancetes de todas as diretorias da instituição. Ele diz que os relatórios vão dar um diagnóstico mais preciso de como está e como ficará o funcionamento do Ministério Público daqui para frente. Segundo Jucá, também a partir dessa reunião, a portas fechadas, poderá se ter a noção de quais medidas devem ser tomadas para se ter a possibilidade de pagar as contas. O procurador reafirma que as finanças não permitem, por exemplo, quitar os serviços de água, luz e telefone.